Publicado por: Real Trás-os-Montes e Alto Douro | Agosto 22, 2009

Bandeiras/Cascais: ConjuradosXXI apelam aos cidadãos para “não terem medo” de ser monárquicos

Cascais, 21 Ago (Lusa) – Os jovens que colocaram bandeiras da Monarquia na Cidadela de Cascais defendem que um rei pode trazer a Portugal “estabilidade” e “orgulho de pertencer à pátria”, apelando aos cidadãos para que “não tenham medo” de ser monárquicos.

Numa entrevista à Lusa, quatro dos cinco autores do blogue ConjuradosXXI que hastearam uma bandeira azul e branca na porta principal da fortaleza e outras quatro em postes junto da estátua de Dom Carlos, na madrugada de quinta-feira, mostraram-se orgulhosos pela acção e comprometeram-se a continuar a dar voz à sua causa.

“Muitas pessoas têm medo e não assumem que são monárquicos, porque acham que não é possível, que não é concretizável. Quisemos mostrar que é possível ter estas ideologias e fazer estas acções. Não estamos sozinhos, há muita gente em Portugal que que também é monárquico, as pessoas nem têm noção”, afirmou um dos jovens.

“Há ideias erradas: se somos monárquicos, vamos andar todos de peruca, ter um grande anel no dedo, andar de coche, mas com certeza há monárquicos na Amadora, em Cascais e em Almada” ,acrescentou um colega, que também preferiu o anonimato.

Apesar de o grupo não se importar de ser filmado ou fotografado de costas, nenhum dos elementos quer dar a cara ou o nome, por acreditarem que podem vir a sofrer “represálias”.

Para os ConjuradosXXI, o importante não é identificar os defensores da Monarquia, mas colocar a discussão sobre uma reimplantação do regime “na agenda do dia”, até porque nas próprias escolas é ensinado que “o rei era o mau da fita”.

“Como todos os regimes e ideologias, tem todos os lados da medalha, mas uma Monarquia traz acima de tudo uma estabilidade, uma serenidade, uma paz que uma República, que é por natureza rotativa e que está mais ligada a facções políticas, a interesses políticos e muitas vezes económicos”, explicou um terceiro bloguista.

Segundo o jovem, que lembrou que a ditadura mais longa ocorreu em plena República, a formação de um futuro rei é direccionada desde cedo para “governar e representar a nação, uma pátria a que ele pertence: “O Presidente da República promove-se a uma elite, o rei entrega-se de alma e coração porque foi educado para isso”.

A ideia foi corroborada pelo quarto elemento do grupo (o único que subiu à muralha da fortaleza de Cascais), para quem a aprendizagem de funções por um primeiro-ministro ou um presidente da República diminui as suas capacidades de governação se comparado a um rei, que consegue fazer alastrar um “orgulho de pertencer à pátria”.

“Em Espanha há o orgulho de pertencer àquela nação, aqui não”, lamenta.

A iniciativa de quinta-feira dos ConjuradosXXI requereu, segundo os próprios, uma pequena escada e algum “treino ninja”.

Durante a acção, o grupo que aguardava pelo elemento que tinha subido ao forte viu passar dois carros da PSP e um da GNR, mas não chegou a ser abordado.

ROC.

Lusa/fim

Fonte: Expresso


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