Publicado por: Real Trás-os-Montes e Alto Douro | Setembro 29, 2009

D. DUARTE PIO «Em monarquia não existiram casos de escutas»

O Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, afirmou à Lusa que casos políticos como
o das “escutas” não sucedem nas monarquias, com isso evitando a
instabilidade e falta de confiança” nas instituições que existe actualmente
em Portugal.

A um ano do centenário da implantação da República em Portugal, D. Duarte
sustenta: “Se observarmos as monarquias actuais, não encontro casos deste
género. De um modo geral os governos nas monarquias têm o máximo cuidado em
evitar fragilizar a própria chefia de Estado. Há uma grande cumplicidade”
entre ambos, nota.

Segundo o pretendente ao trono português, “a grande preocupação dos governos
é não fragilizar a instituição Real que simboliza o país e tem de ser
preservada a todo o custo”. É por isso que “os assuntos acabam por não ter
consequência para a estabilidade do país”, referiu o Duque de Bragança em
entrevista à Agência Lusa.
O “caso das escutas”, assinala o Duque, cria “instabilidade e falta de
confiança” dos portugueses nas instituições, o que constitui um “perigoso
inconveniente” para a coesão do país.

No que refere ao papel de Cavaco Silva no alegado “caso das escutas”, Dom
Duarte Pio defende que os portugueses devem confiar no papel do Presidente
da República e “acreditar” que Cavaco Silva “está de toda a boa fé” a tentar
que o assunto “não cause problemas políticos” no período pré-eleitoral.
“Acho que é muito inconveniente e muito grave lançar suspeitas sobre a
Presidência da República. As instituições têm de estar acima destas
suspeitas, sobretudo a chefia de Estado”, sublinhou o pretendente ao trono
de Portugal.

Dom Duarte Pio defende também uma investigação conduzida “pelas instituições
apropriadas para o fazer” sobre todas as questões de alegadas escutas.
Todavia, assinala, “como o Presidente da República disse que depois das
eleições iria dizer tudo o que sabe, o melhor é esperar e aguardar por essa
explicação”.

Para o pretendente ao trono, das eleições de domingo deve surgir um
consenso nacional” entre os principais partidos, “de esquerda e direita”,
para resolver “o problema de base” que levou “à actual situação” em Portugal

“Há momentos em que, muito mais importante do que quem fica com o poder, é o
que é que se pode fazer para repor Portugal no bom caminho da recuperação
económica, moral, ética”, concretiza Dom Duarte Pio.

Fonte: Destak/Lusa


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