Publicado por: Real Trás-os-Montes e Alto Douro | Novembro 1, 2009

Apresentação do núcleo Concelhio de Valpaços – Sexta-feira, 6 de Novembro

carstmonte_09Na próxima sexta-feira, dia 6, será apresentado o núcleo concelhio de Valpaços da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro durante um jantar que terá lugar durante a XIII Feira da Castanha – CASTMONTE, a decorrer em Carrazedo de Montenegro entre os dias 6 e 8 de Novembro.

Venha conhecer Carrazedo de Montenegro e associe-se a este evento da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Marque já a sua presença no jantar, reservando o seu lugar para um dos seguintes telfs. 965521227 / 966196062 / 919992068

Local: Restaurante “A Casa do Jorge”
Clique aqui e descarregue o mapa de localização
Horário: 19:45h
Preço: 10 €

FadoApós o jantar haverá uma sessão de fados com a participação de Manuel da Câmara, Carlos Pegado e Rodrigo Pereira

Informe-se aqui sobre a ROTA DA CASTANHA EM TRÁS-OS-MONTES, um interessante projecto coordenado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Publicado por: Real Trás-os-Montes e Alto Douro | Outubro 28, 2009

Colégio Militar – Multissecular Escola de Valores para a formação de Homens ao serviço de Portugal

Colegio Militar-7Transcrevemos a seguir o teor de uma carta que recebemos para publicação, da autoria da mãe de um aluno do Colégio Militar, enviada ao deputado do Bloco de Esquerda, Fernando Rosas, a propósito da recente polémica sobre os alegados maus tratos praticados nesta prestigiada e multissecular instituição de ensino portuguesa

Exmo Senhor Deputado,

Sou mãe de um aluno que frequenta o Colégio Militar há 4 anos, para onde foi depois de uma experiência de um ano numa escola pública em que era maltratado fisica e psicologicamente por colegas e ignorado por professores, tendo perdido o ano com cinco negativas e apoio psicológico. No ano seguinte já no Colégio Militar, ficou no quadro de honra com média de 14,5 e, decorridos 4 anos, adora o Colégio e está “de rastos” com o que tem sido dito na comunicação social.

Assim, uma vez que ouvi as suas declarações na RTPN, não posso deixar de manifestar a minha opinião sobre as mesmas.

Compreendo as motivações profissionais do Dr. Garcia Pereira no assunto, mas confesso que tenho alguma dificuldade em perceber o empenho do BE em geral e de V. Exa. em particular na condenação de um Colégio, que pode ter regras que não são compatíveis com a V/ visão do ensino, pode ser criticado nalguns aspectos, mas que não merece a campanha persecutória e sistemática que lhe tem sido movida.

Não pretendo desculpabilizar actos que só aos tribunais compete avaliar e, se for o caso, condenar.

Parece-me, porém, que não cabe a V. Exa., nem a qualquer partido político, condenar uma instituição de ensino da forma exarcebada e degradante como o têm feito e, com isso, rebaixar todos os alunos que a frequentam e que ficam desestabilizados com todo o circo mediático que isso gera. Especialmente quando V. Exas não têm conhecimento – nem procuram conhecer – todos os lados da questão. Talvez devessem informar-se porque razão os pais de 400 alunos defendem o Colégio e porque é que a mãe de dois dos alunos queixosos, ao que soube, mantém os filhos no Colégio!

Como mãe e cidadâ não aceito uma tomada de posição desta força e dimensão por parte de membros da Assembleia da República quando não vi – nem vejo – o mesmo empenho, igual indignação e o pedido de urgente condenação (como hoje V. Exa tão veementemente manifestou) com os graves problemas com que o Estado de Direito se debate e a vergonha que foi e continua ser o processo de pedofilia da Casa Pia. Talvez os meninos pobres e desprotegidos desta instituição, cujo processo não mereceu da PGR a consideração de “violência escolar” que justifica a celeridade do processo dos alunos do CM, não constituam para V. Exas. uma causa com que se identifiquem por não permitir o ataque a instituições da estrutura (militares ou outras).

Permita-me um conselho final: a próxima vez que V. Exa falar publicamente do Colégio Militar será importante investigar antes sobre se não estarão em causa eventuais interesses no fecho de um Colégio com 19 hectares no centro da capital, que, a existirem, V/ Exa e o partido que representa estarão inadvertimente a ajudar.

Com os melhores cumprimentos,

Isabel Dias

Obs: Os destaques a negrito são nossos

CLIQUE E LEIA A REPORTAGEM “O COLÉGIO MILITAR NO 3º SÉCULO”, PUBLICADA NA REVISTA MAGAZINE GRANDE INFORMAÇÃO EM MAIO DE 2007

Colégio Militar - 65 copy

S.A.R. O Príncipe D. Luiz Filipe, Duque de Bragança, que foi Comandante Honorário do Batalhão do Real Colégio Militar no ano lectivo 1900/1901

Publicado por: Real Trás-os-Montes e Alto Douro | Outubro 27, 2009

Criação de Núcleo Concelhio de Vila Flor

CRIAÇÃO DE NÚCLEO CONCELHIO DE VILA FLOR

IMG_5875No passado dia 17 foi criado mais um núcleo da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro, desta vez o Núcleo Concelhio de Vila Flor.

Várias dezenas de monárquicos marcaram presença num jantar que assinalou a criação deste núcleo concelhio, cujos responsáveis são os engenheiros João Bettencourt Cyrne Pacheco e José Manuel Pizarro de Castro.

IMG_5871No referido jantar, evocaram-se os 900 Anos do Nascimento do Rei Dom Afonso Henriques, Fundador da Nacionalidade.

IMG_5881Após o jantar, o grupo de monárquicos presentes dirigiu-se até junto do memorial ao Rei Dom Dinis a quem se deve a concessão do primeiro Foral a Vila Flor, onde se pode ler: “Em nome de Cristo,… eu Dinis Rei de Portugal e do Algarve, concedo por foro a vós povoadores da póvoa de Além Sabor o Foro de Santa Cruz de Vilariça, e a essa póvoa ponho o nome de Vila Flor…” In “Carta de Foro de Vila Flor”, 1286

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Publicado por: Real Trás-os-Montes e Alto Douro | Outubro 12, 2009

As ligações incríveis dos Bragança – DN

Digitalizar0057A família real portuguesa está representada em todas as casas reais católicas europeias. Os Bragança são também aparentados do Rei Juan Carlos – que é primo em terceiro grau da actriz Brooke Shields – e de um dos homens mais ricos da Alemanha.

Quando D. Miguel I partiu para o exílio em 1834, deixou tudo em Portugal, excepto o prestígio que lhe abriu as portas das casas reais europeias. Em plena baía de Cascais, o rei denunciou a Concessão, afirmando que esta lhe fora imposta: ao fazê-lo perdeu automaticamente o direito a uma pensão vitalícia que Portugal ficara obrigado a pagar-lhe por esse acordo.

“O meu bisavô, o rei D. Miguel, não tinha fortuna pessoal e na altura também não se usavam as offshores. Entregou as jóias à irmã em depósito. Não tinha nada quando partiu para o exílio, mas, graças ao seu prestígio, os filhos casaram–se todos com membros de casas reais e da alta aristocracia europeia”, disse ao DN D. Duarte.

Na Alemanha, onde viveu o resto da vida, dependeu da boa vontade dos seus partidários, como o marquês de Abrantes, que quase foi à ruína neste apoio incondicional ao rei exilado.

Apesar da falta de fundos do rei português, as casas reais católicas europeias receberam de braços abertos os Bragança depauperados, e as filhas do rei D. Miguel I casaram-se todas com membros da realeza e da alta aristocracia. “O meu bisavô tinha prestígio pessoal e as infantas, muitas qualidades.”

“Eram raparigas notáveis”, conta D. Duarte. A infanta Maria das Neves casou-se com Alfonso Carlos de Bourbon, D. Miguel com Elizabeth Thurn und Taxis, Maria Teresa com Karl Ludwig da Áustria, Maria José com Karl Theodor da Baviera, a infanta Aldegundes deu o nó com o conde di Bardi e Maria Ana com Guilherme IV do Luxemburgo. D. Maria Antónia casou-se com o duque di Parma. Destes casamentos extraordinários – não há nenhum caso parecido de um rei exilado em todo o mundo – ainda hoje persistem os laços familiares.

Os filhos do actual grão-duque do Luxemburgo aprenderam a falar e a escrever português, a amizade com os príncipes do Lichtenstein é mantida até hoje ( D. Duarte acabou de regressar do Lichtenstein, onde esteve, hospedado pelo príncipe, para o funeral de uma prima) e a família Thurn und Taxis tem uma casa de férias em Sintra. A ligação dos Borbom aos Bragança é mais antiga. As duas famílias cruzaram-se várias vezes ao longo da história: da última vez, Carlota Joaquina, infanta de Espanha, tornou-se rainha de Portugal (mãe de D. Miguel e D. Pedro IV). A actriz norte-americana Brooke Shields – sobrinha da condessa de Torlonia – é prima em terceiro grau do Rei Juan Carlos e, num grau mais distante, prima de D. Duarte.

Brooke Shields

A actriz é sobrinha de Alessandra Torlonia e filha de Frank Shields Torlonia e, como como tal, prima em 3º grau do Rei de Espanha

D. Juan Carlos

As ligações são muito antigas. Carlota Joaquina, infanta de Espanha, era mãe de D. Miguel e D. Pedro IV

Francisco Marone Cinzano

Conde e membro da família Cinzano, dono do império Cinzano

Príncipes do Lichtenstein

Grão-duque do luxemburgo

A filha de D. Miguel Maria Ana de Bragança casou-se com D. Guilherme IV do Luxemburgo

Johannes e Glória Thurn und Taxis

D. Miguel casou-se com uma princesa Thurn und Taxis. Maria Ana de Bragança, filha do segundo casamento de D. Miguel II casou-se com Karl Augustus Thurn und Taxis, mãe de Johannes Thurn und Taxis, um dos homens mais ricos da Alemanha (falecido)

Família Real da Baviera

Infanta Maria José casou-se com Karl Theodor da Baviera

Reis da Bélgica

A neta de D. Miguel I, Elizabeth, casou-se com Alberto I, rei dos Belgas

Fonte: DN – 12/10/09

As ligações incríveis dos Bragança – dn – DN

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Publicado por: Real Trás-os-Montes e Alto Douro | Outubro 7, 2009

MONÁRQUICOS NO 5 DE OUTUBRO

Grupo de monárquicos juntou-se num almoço para ‘conspirar contra a República’

Fonte: Monárquicos Nortenhos

Publicado por: Real Trás-os-Montes e Alto Douro | Outubro 7, 2009

Sr. Presidente, importa-se de explicar o que é a ética republicana?

O Presidente da República exortou hoje à união em torno dos “grandes ideais republicanos”, sublinhando que esses ideais exigem dos políticos um “esforço acrescido para a concretização da ética republicana e para a transparência na vida pública”.

Numa intervenção na cerimónia de comemoração dos 99 anos da implantação da República, Cavaco Silva disse tratar-se de uma ocasião de festa, mas também um “momento de reflexão”.

Acima de tudo, defendeu, a comemoração do 05 de Outubro, “deve representar um traço de união de todos os Portugueses”. “Devemos unir-nos em torno dos grandes ideais republicanos. Ideais que exigem, da parte dos agentes políticos, um esforço acrescido para a concretização da ética republicana e para a transparência na vida pública”, enfatizou.

Da parte dos cidadãos, continuou o chefe de Estado, esses ideais exigem “uma atitude cívica mais empenhada e mais activa na defesa de uma República onde todos se revejam”.

Eu devo ser muito pouco esclarecido, quiçá mesmo obtuso, admito, e portanto confesso que nunca percebi o que é a pretensa “ética republicana”!

Assim, venho encarecidamente perguntar a Sua Excelência o Presidente da República ou a algum republicano esclarecido se me pode efectivamente elucidar sobre esta temática…

É que eu gosto sempre de aprender com quem sabe!

Autor: Pedro Quartin Graça
Fonte: Blogue Risco Contínuo – 05/10/09

Publicado por: Real Trás-os-Montes e Alto Douro | Outubro 6, 2009

A nódoa do 5 de Outubro

Começa hoje o centésimo ano da nossa república, a terceira mais longa da Europa. É ocasião para celebração justa, sincera e sadia, qualquer que seja a situação ou convicções pessoais. Exige-o o amor a Portugal que partilhamos.

Isso não significa que se branqueiem os acontecimentos de há cem anos ou se canonizem os seus autores. Festejando os sucessos do século, temos de admitir os terríveis crimes que lhe deram início. Vivendo grave crise, mais importante é julgar com serenidade os erros que então criaram uma catástrofe muito pior que a actual.

Um livro oportuno ajuda-nos a compreender um dos aspectos mais marcantes e decisivos dessa derrocada. O Estado e a Igreja em Portugal no Início do Século XX. A Lei da Separação de 1911, do cónego João Seabra (Principia, 2009), é muito mais do que pretende ser. Apresentando-se como estudo jurídico do Decreto de 20 de Abril de 1911 [DG92, 21/4/1911], a “Lei da Separação do Estado das Egrejas”, traça um grande e rigoroso fresco histórico da questão religiosa republicana.

Cheio de episódios curiosos, pormenores reveladores, informações pertinentes, inclui até pequenas biografias dos principais protagonistas da questão. O primeiro capítulo, “A situação jurídica da Igreja em Portugal durante a Monarquia liberal” (21), acrescenta um recuo enquadrador, descrevendo os “oito decénios de servidão” (51) que os católicos sofreram antes da perseguição aberta e desbragada dos republicanos triunfantes. “Era esse ambiente de anticlericalismo exacerbado, ordinário e violento que o parlamentarismo monárquico deixara instalar em Portugal, que, juntamente com a disciplina jurídica do regalismo cartista, constituía a situação da Igreja em Portugal no dia 5 de Outubro de 1910″ (53).

O mais espantoso na dramática história das 250 páginas seguintes é a incrível ingenuidade atrevida, incomparável boçalidade pateta dos líderes republicanos. Estavam mesmo convencidos que bastava expulsar o rei para se resolverem os terríveis problemas que o País padecia há décadas. Acreditavam que a simples presença dos seus espíritos iluminados no poder chegava para orientar o povo. Só isso justifica que se afastassem das urgentes imposições da governação, pesadas responsabilidades ministeriais e gritantes necessidades populares para se dedicarem a criar problemas gratuitos e vácuos, zurzindo a Igreja por puro capricho ideológico.

A fúria começou antes mesmo de dispersar o fumo dos fuzis na Rotunda. “Para a maçonaria, para o Partido Republicano e em especial para Afonso Costa, o anticlericalismo será a prioridade política da República” (56). Assassinar dois padres e prender muitos (188), expulsar centenas de religiosos (57), proibir vestes talares (59), romper com a Santa Sé (60), entre outras, foram obra de poucos dias. Curiosamente a legislação da família, com leis do divórcio (71) e casamento civil (72), foi também alvo de uma sanha que lembra discípulos contemporâneos. Cem anos passados permanece a coincidência da inimizade à fé e ao matrimónio.

Quando Afonso Costa pretende formalizar o clima de intolerância e facciosismo, com uma capa diáfana de legitimidade e justiça, a farsa fica grotesca. Comparando com a violenta lei francesa de 1905, o regime “é o mesmo, com duas pequenas diferenças: o francês tem uma lógica jurídica que se entende, o português é uma arbitrariedade sem outro fundamento senão o facto de o Estado dispor da força e não se deixar limitar pelo direito (…) todo o sistema tem por fim pôr o governo da Igreja nas mãos dos não católicos” (114).

A aplicação da lei não foi melhor que a concepção. Até o ministro republicano Moura Pinto, maçon assumido, notou seis anos depois, no preâmbulo do Decreto 3687 (22/12/1917): “Os processos [aos padres] foram organizados sem respeito aos mais elementares princípios que em todos as legislações regulam e asseguram a defesa dos acusados” (215).

A infâmia e atropelos são tais que envergonham qualquer um. Esta é a Primeira República que alguns hoje querem sacralizar e, até parece, imitar.

João César das Neves – Professor Universitário

Fonte: DN / Opinião – 05/10/09

A nódoa do 5 de Outubro – Opinião – DN

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Publicado por: Real Trás-os-Montes e Alto Douro | Outubro 5, 2009

Causa Real saiu à rua e pede referendo

No dia em que se comemora a República, os monárquicos propõem a realização de um referendo para perguntar aos portugueses em que regime querem viver. A proposta foi lançada pela Causa Real que, na última madrugada, hasteou a bandeira monárquica na sede do movimento, em Lisboa.

Veja e oiça as declarações do Dr. Paulo Teixeira Pinto, Presidente da Causa Real

Fonte: RTPN: 05/10/09

Portugal está em quarto, a contar do fim, no que toca à confiança e ao orgulho no próprio país

Os portugueses têm baixa auto-estima e isso, longe de ser novidade, há muito que alimenta conversas de académicos e de café. Mas agora é oficial: a auto-estima nacional é a quarta mais baixa de um ranking de 33 países, divulgado esta semana pela revista Economist.

O trabalho, elaborado por uma empresa internacional de consultoria, o Reputation Institute, pediu a cidadãos de diferentes nacionalidades que pontuassem a confiança, o respeito, a admiração e o orgulho relativamente aos respectivos países.

A Austrália ficou à frente, com os seus habitantes a revelarem pelo país um orgulho próximo do que nutrem pelo futebol, conforme sublinhava ontem a Economist. De seguida, os canadianos. Os norte-americanos, normalmente donos de um patriotismo à prova de bala, desceram para o meio da tabela, eventualmente “afectados pela recessão” económica e social.

Ao contrário da Espanha, colocada em nono lugar, Portugal surge nos piores lugares do ranking, à frente apenas do Brasil, da África do Sul e do Japão. Nada que surpreenda Vasco Graça Moura, que vê nesta baixa auto-estima nacional uma consequência directa do “divórcio dos portugueses em relação a realidades como a sua língua e o património”. Para o poeta e ensaísta, “enquanto não houver políticas de educação mais exigentes, o país não tem saída”.

“Portugal está cada vez mais transformado num país de analfabetos em relação ao seu próprio país. Acho lamentável que tudo isto se passe assim, com a literatura transformada numa espécie de papel higiénico e os próprios políticos a correr atrás da primeira moda com que se lhes acene”, critica Graça Moura.

A campanha publicitária Allgarve, destinada a promover a região no estrangeiro com o patrocínio do ex-ministro da Economia, Manuel Pinho, é, para aquele poeta, “prova dessa estupidez nacional que descaracterizou o país”.

Sentimento de inferioridade

O sociólogo Manuel Villaverde Cabral, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, também vislumbra na “estrangeirização” do nome “um sinal do sentimento de inferioridade que os portugueses têm em relação aos outros países”.

Recusando embarcar em generalizações abusivas, até porque desconhece o ranking em causa, Villaverde Cabral arrisca que a baixa auto-estima dos portugueses poderá derivar das relações que os diferentes grupos sociais estabelecem entre si.

“A forma como as relações de poder dentro do país são percepcionadas pelas pessoas geram insatisfação relativamente ao desempenho social de cada um. Há aqui uma susceptibilidade ao olhar do outro que, no fundo, tem a ver também com os termos de comparação. Na Índia [nos lugares cimeiros do ranking], a auto-estima é elevada porque a privação é muito grande e os pobres comparam-se aos pobres. Portugal, quando estava sozinho, como no tempo de Salazar, não sofria com as comparações, mas agora está em competição na União Europeia e em curva descendente nos últimos dez anos”, diz.

Para Villaverde Cabral, a educação poderia ser a solução, “desde que a escola não tivesse desistido dos chumbos e dos exames e não tivesse medo de confrontar as pessoas com os seus êxitos e com os seus fracassos”.

Fonte: Público- 05/10/09

Público – Inquérito feito em 33 países prova que portugueses têm mesmo uma auto-estima muito baixa#

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Publicado por: Real Trás-os-Montes e Alto Douro | Outubro 5, 2009

Monárquicos desafiam República a um referendo – Portugal – DN

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Em pleno dia de comemoração da República, um grupo de monárquicos lançou um desafio ao regime: quer uma alteração da Constituição, que permita a realização de um referendo. Os republicanos rejeitam o desafio, garantindo que a República é pacífica em Portugal. E o PS já diz que não muda nada.
Esta madrugada, já em pleno dia de comemoração da República, um grupo de centenas de monárquicos desembarcou simbolicamente perto do Terreiro do Paço, correu em direcção ao Largo Camões, hasteou a bandeira da Casa Real e pediu que se abrissem as portas à realização de um referendo, em Portugal, à República.

O desafio foi preparado com máxima discrição e teve de contornar vários obstáculos, explicou ontem ao DN – ainda antes da iniciativa – Paulo Teixeira Pinto, o ex-governante e ex-presidente do BCP, que agora lidera a Causa Real.

Os obstáculos começaram no sábado, quando o grupo (estavam previstos 500 defensores da causa) recebeu a informação de que não poderiam desembarcar, como o rei D. Carlos há 101 anos, no dia do regicídio, no Terreiro do Paço, mas apenas no Cais do Sodré. Continuaram com um aviso: de que a bandeira monárquica não poderia entrar a bordo – o que não impediu ninguém, nem o próprio Teixeira Pinto, de a usar, assim como de ostentar as T-shirts a dizer “Eu quero um Rei”. No início da iniciativa, tudo corria como previsto, com a polícia a acompanhar o grupo.

Mas a aventura nocturna era só simbólica. Antes de entrar no cacilheiro que o levaria ao Cais do Sodré, Paulo Teixeira Pinto garantia ao DN que a sua luta, a da monarquia, “é política”. No discurso que preparou para fazer, de uma varanda do Largo Camões, constava uma exigência bem definida: “Queremos suprimir a cláusula da Constituição que diz ser irremovível a República como base do sistema político português.”

A questão é polémica. Teixeira Pinto diz que “só” quer trocar a palavra “República” dessa alínea constitucional pela palavra “democracia” – alegando que essa, sim, é a base do sistema político nacional. Porém, a ser aceite pelos deputados, a alteração permitiria um outro passo, que constitui o verdadeiro objectivo da acção desta madrugada: “Fazer um referendo” à República – que hoje faz 99 anos de existência.

A guerra é política e os monárquicos sabem disso. Mas não partidária, alegam. “Eu sou monárquico e nunca votei no PPM”, garante. Mas o certo é que, para atingir os objectivos, ela terá sempre de contar com apoio nos partidos.

Agora, depois do discurso – que diz ser o “primeiro passo” de uma luta que quer levar até ao fim – Teixeira Pinto quer que a sua Causa Real vote o passo seguinte: levar ao Parlamento uma proposta, para que lá se discuta a mudança constitucional. É que a legislatura que começa agora é de revisão. E as novas regras da Assembleia já permitem que um grupo de cidadãos apresente propostas para votação.

Porém, nada indica que a iniciativa tenha sucesso dentro de São Bento. Vital Moreira, deputado da Constituinte de 1975 e fiel a José Sócrates, é taxativo na rejeição da proposta. “Ninguém vai mexer nisso. E, em matéria de divertimento, já vi melhor.”

À previsível resposta, Teixeira Pinto recorda um debate, na RTP, onde esteve com António Reis e Medeiros Ferreira, dois republicanos e socialistas que, garante, admitiram que a cláusula não fazia sentido, admitindo mudá-la. Ontem, em declarações ao DN, Medeiros Ferreira admite recordar-se desse debate, mas não do “compromisso”. “Os monárquicos tiveram uma oportunidade de ouro para participar nessa discussão em 1975, mas afastaram-se. Hoje, essa não é uma questão pendente”, remata o ex-deputado.

Na próxima bancada socialista, de resto, reina a desconfiança face à proposta. “A República é um caminho adequado”, diz Ricardo Rodrigues. E se a proposta chegar mesmo a São Bento? “São precisos dois terços dos deputados para a aprovar”, recorda o socialista.

Se a ideia ficar pelo caminho, o referendo ao regime fica excluído. Mas Teixeira Pinto promete não desistir. Este ano, promete várias acções “surpreendentes”. E já se prepara para, de hoje a um ano, contar quantos republicanos e quantos monárquicos estarão nas respectivas cerimónias.

Fonte: DN – 05/10/09

Monárquicos desafiam República a um referendo – Portugal – DN

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